Dorian Gray é um belo e ingênuo rapaz retratado pelo artista Basil Hallward em uma pintura. Mais do que um mero modelo, Dorian Gray torna-se inspiração a Basil em diversas outras obras. Devido ao fato de todo seu íntimo estar exposto em sua obra prima, Basil não divulga a pintura e decide presentear Dorian Gray com o quadro. Com a convivência junto a Lorde Henry Wotton, um cínico e hedonista aristocrata muito amigo de Basil, Dorian Gray é seduzido ao mundo da beleza e dos prazeres imediatos e irresponsáveis, espírito que foi intensificado após, finalmente, conferir seu retrato pronto e apaixonar-se por si mesmo. A partir de então, o aprendiz Dorian Gray supera seu mestre e cada vez mais se entrega à superficialidade e ao egoísmo. O belo rapaz, ao contrário da natureza humana, misteriosamente preserva seus sinais físicos de juventude enquanto os demais envelhecem e sofrem com as marcas da idade.
9 - A METAMORFOSE, de Franz Kafka
A Metamorfose' é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. O texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante - o famoso Gregor Samsa - transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana - tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.
8 - GERMINAL, de Emile Zola
Um dos grandes romances do século XIX, expressão máxima do naturalismo literário, Germinal baseia-se em acontecimentos verídicos. Para escrevê-lo, Émile Zola trabalhou como mineiro numa mina de carvão, onde ocorreu uma greve sangrenta que durou dois meses. Atuando como repórter, adotando uma linguagem rápida e crua, Zola pintou a vida política e social da época como nenhum outro escritor. Mostrou, como jamais havia sido feito, que o ambiente social exerce efeitos diretos sobre os laços de família, sobre os vínculos de amizade, sobre as relações entre os apaixonados.
Germinal é o primeiro romance a enfocar a luta de classes no momento de sua eclosão. A história se passa na segunda metade do século XIX, mas os sofrimentos que Zola descreve continuam presentes em nosso tempo. É uma obra em tons escuros. Termina ensolarada, com a esperança de uma nova ordem social para o mundo.
7 - OS MAIAS, de Eca de Queiroz
Os Maias é um dos grandes clássicos da literatura portuguesa. Apesar de sua ação central se situar na segunda metade do século XIX, o escritor recorre a numerosas retrospectivas na narrativa, que enquadram a história de três gerações. Por meio do romance incestuoso de Carlos da Maia e Maria Eduarda, Eça de Queiroz traça um retrato mordaz de Portugal no século XIX, ainda que centrado na visão das classes mais abastadas da sociedade.
6 - 1984, de George Orwell
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O´Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que "só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro".
5 - REI LEAR, de William Shakespeare
Nesta tragédia vemos a desgraça e decadência de um rei que, desconhecendo a realidade a sua volta, dá sua herança a Gonerill e Regane, suas filhas traiçoeiras, e abandona Cordélia, a única filha que lhe tinha amor sincero. O bobo é o único personagem que sabiamente enxerga o que está acontecendo.
4 - O SOL TAMBEM SE LEVANTA, de Ernest Hemingway
O Sol Também se Levanta' retrata o cotidiano de um grupo de expatriados boêmios, ingleses e norte-americanos, após o término da Primeira Guerra Mundial. Os cenários escolhidos para o romance foram as cidades de Paris e Pamplona, durante o Festival de San Firmin. O norte-americano Jacob Barnes é o protagonista e narrador da história. Conhecido como Jake, ele trabalha como repórter em Paris. Jake volta impotente da guerra e acaba se apaixonando por Lady Brett Ashley, mulher de personalidade fútil, que trata os homens como simples objeto e envolve-se com vários deles, apesar de ser comprometida. Para 'O Sol Também se Levanta' Hemingway criou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos.
3 - CRIME E CASTIGO, de Fiodor Dostoievski
O Romance Crime e Castigo (1866) seria de expectativa para uma legião de leitores fascinados com o destino de Raskólnikov, estudante e homicida perseguido pela memória de seu crime. Raskólnikov, paupérrimo, resolve matar uma miserável e inútil usuária, para salvar a si próprio e a sua família, comete o crime, mas logo se vê obrigado a assassinar outra pessoa, inocente, e sai sem ter roubado nada, as dúvidas o devoram, seu duelo de conversas com o comissário de polícia destrói-lhe os nervos, e por fim, confessa o crime a uma prostituta que lhe mostra o caminho do arrependimento e do Evangelho. Dostoiévski identifica o problema central dos limites da liberdade da ação humana, mas também sugere as possibilidades de redenção pelo crime.
2 - A LESTE DO EDEN, de John Steinbeck
Considerado um dos melhores livros do autor, abrange a história dos Estados Unidos desde a Guerra Civil até a Primeira Guerra Mundial. Publicado em 1952, relata a saga dos Hamilton (com base nos parentes maternos de Steinbeck, representando a 'família universal'), e dos Traks, clã ficcional que mimetizaria os 'vizinhos universais', focalizando três gerações. A inspiração veio da Bíblia, pois recria o confronto entre Caim e Abel no cenário do vale de Salinas, na Califórnia, terra natal do autor.1- OS IRMAOS KARAMAZOV, de Fiodor Dostoievski
Os Irmãos Karamazov' é considerado a obra-prima de Fiodor Dostoiévski, um dos maiores escritores russos do seu tempo. A obra causou grande impacto literário - mais uma vez escreve sobre um crime, desta vez um parricídio. O núcleo do romance é o niilismo antiteísta representado por Ivan Karamazov, um dos principais personagens do livro.










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